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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Por que as pessoas roem as unhas?



Roer as unhas é um hábito tão universalmente praticado que virou motivo de estudo da ciência. Segundo estudo da Universidade Cornell, nos EUA, roedores convictos representam de 20% a 30% da população mundial - 45% entre adolescentes. Os motivos são tão diversos que não há um consenso entre pesquisadores. Eles vão do nervosismo ao puro prazer.

As consequências também são várias: roer as unhas é prejudicial para os dentes, para a mandíbula e é anti-higiênico. A região abaixo da unha é um depósito de bactérias, como a Escherichia coli, que causa problemas gastrointestinais. A boca também é um lar de bactérias, que podem causar infecções nas unhas.

Nada disso é segredo, porém, e pessoas que têm o costume persistem em mantê-lo ou têm muita dificuldade para deixá-lo, apesar de técnicas elaboradas para evitar o hábito, como esmaltes com gosto ruim. O que, afinal, faz o ato de roer a unha ser tão compulsório? Veja algumas explicações dadas por cientistas:

Conforto
Boa parte das explicações recaem no conforto: se pessoas roem a unha porque estão nervosas, entediadas, frustradas, com fome ou em meio a uma tarefa difícil, elas tendem a buscar conforto no ato. E se sentem melhores por isso. “É relaxante, de certa forma”, disse a psiquiatra Tracy Foose em entrevista ao site “The Verge”. A especialista assumiu também ser roedora de unhas.

O fato de que cutucar as unhas com os dentes traz prazer foi constatado anteriormente por uma pesquisa feita com ratos em 1979. No estudo da Universidade de Michigan (EUA), foi dado endorfina - substância que dá prazer - para os animais, e depois remédios que bloqueavam a ação da substância. Os pesquisadores constataram que os ratos sem a ação da endorfina passavam a roer com mais afinco, sinal de que buscavam o prazer na prática.

Perfeccionismo
Outra pesquisa, da Universidade de Montreal, no Canadá, associa a prática à personalidade das pessoas. Para Kieron O'Connor, psiquiatra da instituição que conduziu o estudo, o comportamento é comumente identificado entre pessoas que fazem grandes planos, pormenorizando detalhes, e acabam se frustrando facilmente quando algo foge ao planejado.

Predisposição genética
Para outros estudiosos do tema, roer as unhas é um hábito hereditário. Um estudo da Weill Cornell Medicine, nos EUA, constatou que um terço dos participantes da pesquisa - todos roedores de unhas - disseram ter parentes com o mesmo hábito. Quando se trata de gêmeos idênticos, há grandes chances de os dois o fazerem.

Em 2012, a Associação de Psiquiatras Americanos incluiu a prática entre os sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo. Cutucar a pele e mexer nos cabelos também estão na lista.

Fonte: NEXO


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